Seu corpo eu conheço de cor, escrevo poemas na sua pele (conhecida e
tão feliz).
Sorrio
quando desponta em minha cama,
alegre, nua e efêmera.
Bela
e frágil porque há doçura em teus suspiros;
nasço
no meio do seu corpo, meu céu, minha paisagem;
Perco-me
em seus seios que tanto persegui;
estremecendo a memória de quem
nos tornamos;
Procuro
minha alma em seu corpo;
celebrando a forma como o seu aroma me vicia.
Seu
corpo não tem nome, nem muito menos tempo,
está perdido entre as
estrelas;
só sendo encontrado com a febre
e a emoção que tão
ardente paixão provoca.
Se
eu te chamar será que me responderás?
Pois
sou apenas uma sombra caminhando ao seu redor.
seu
corpo tem aroma de jardins de malva;
com seus perfumes brancos e
vermelhos.
Um
retrato claro, límpido do meu desejo;
ocupa-se da simetria do seu
corpo.
Seu
corpo é o poema onde as rimas;
brincam os versos ousam;
e nossas
pernas se entrelaçam;
A
inspiração se resume no que as minhas mãos mapeiam;
papel ocioso conserva em suas linhas;
os sentidos mesclados de sonhos
e sabedoria.
Seu
jeito calmo me acolhe;
entre ternuras, seus braços.
Seu
corpo caminha entre alamedas,
ruas sem tristeza, nem mágoa.
Na sua ausência peço tua volta,
quando transborda em mim solidão,
trevas e o esquecimento.
Seu
ventre é enseada a espera da minha onda,
que vai e vem alegrando seus
quadris.
Quero
anunciar seu nome aos quatro ventos,
ao mundo que não conhece seu
corpo.
Deixei
o silêncio e a dor para penetrar em suas praias líricas,
que
equilibram seu corpo como alucinação.
Roço
meu rosto em teus pés;
eles conhecem cada estremecimento do meu
desejo,
minhas mãos em suas coxas, sorvendo cada momento.
Seus
olhos iluminam meu espírito
desnudando meu maior segredo,
arruma meu
corpo em sua cama na febril surpresa
que dispensa palavras e se
alimenta de gestos olhares e arrepios.
O corpo que é meu sossego;
paisagem da minha vida,
De
todas as minhas paixões, seu corpo é soberano!
Suas
mãos secam levemente minhas lágrimas,
me envolve cantando
sobre o brilho tênue de cada estrela,
sem perturbar a sua claridade.
Pinto
em seu corpo uma tela repleta de flores e arabescos luminosos
percorrendo suas linhas,
descobrindo a sorte que oculta cada dedo.
Seu
corpo toma o luar para se banhar de orvalho,
sussurrando em sua
linguagem silenciosa.
O sorriso é alegria que não tive,
mas que recebo da sua presença.
Sendo
assim, me entrego ao prazer do seu corpo tateando a superfície,
sentindo a respiração ofegante,
sorvendo gemidos,
me surpreendendo
pelo fascínio que nos envolve.
Suas
pernas me levam à gruta dos búzios;
um mar de espuma, bolhas e
ondulações.
Suas
curvas deslizam em águas dóceis,
fazendo meu corpo latejar, amando
desesperadamente.
Quanto
tempo se passou entre o sonho e a realidade?
Momentos de pleno prazer que desfaz as horas,
cessa o instante
turbulento, cala-se a voz;
paralisa-se as mãos,
domina-se o
imprevisível cativando meu ser profundamente.
Suave
e feminina seu ar de mulher,
olhar de menina.
seu
corpo é abrigo onde me protejo,
me escondo me inspiro e te amo.
Marcello
Lopes 18/04/2009