nunca cantou tão refinada canção.
exacerbadas, surpreendentes.
já deixaram de ser imagens
Minha saudade ficou ali no canto escuro da sala acumulando poeira, sem reagir.
Silenciosa, só se mexe quando lembro de algo repousando no barulho da minha emoção, leve sacudida de lembranças das nossas conversas.
A saudade vigia o tempo todo, quando sonho e quando durmo.
Mas essa saudade aos poucos está morrendo, diminuindo todos os dias, desvanecendo meus maiores temores.
Meu amor se move lentamente quando estamos longe, mas ele é preciso e se fortalece com o tempo.
A saudade é estranha, inveja o amor porque seu processo é lento, contínuo, e flui indiferente ao silêncio que a distância nos impõe.
Tenho sorte de experimentar seu amor, a alegria que ele me proporciona só não é maior que a apoteose de beleza e infindáveis prazeres que seu corpo me proporciona
As lembranças do nosso romance fervem,
nosso desejo abre a imaginação revelando nossa ambição.
Minha vida deságua nos seus pés como as letras musicais surgindo em um concerto, perfeitamente sincronizados.
A saudade murcha lentamente, se arrasta pelas frestas ameaçando se tornar presente.
Você me faz viver intensamente a distância já não protege mais a saudade nem o tempo que nos perseguia, implacável com a felicidade.
Nada como o retorno da pessoa amada, a suspensão da saudade em absoluto, a paixão se renovando a cada dia.
Ahh saudade, até quando?
Marcello Lopes
Nos seus pés que o mundo intercalam, cria-se cenários onde os olhos se calam, expressão viva do domínio que se fez perfeitamente moldado e ...