sábado, 15 de abril de 2023

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Das metamorfoses
eu guardo as lembranças dos momentos felizes.
O resto são objetos perdidos.
Feliz como quem encontra um paraíso há muito tempo perdido.
Sua aparição, um poema.
Uma aventura no parque, interlúdio para uma nova história.
Entre as enormes ruínas do meu passado, sentamos felizes.
Caminhando entre as ruas que nós mesmos construímos,
planos. 
O vento que ensurdece
o passeio que harmoniza. 
Lembro das palavras não ditas,
o silêncio que atrapalha,
as paixões mal-sucedidas. 
são os pequenos tropeços da vida.
Sem desespero, como crianças brincando na escola,
você me estende a mão dizendo:
- Vem, são velhas recordações.


Marcello Lopes 03/12/07


1



Teu corpo solto, iluminado deixa-me extasiado. 

Tuas curvas delirantes, torturantes, são o meu abismo onde minha sanidade se esconde.

Teus beijos envolvem minha pele, em uma troca louca de calor, suor.

Estou perdido entre teus seios, doces e quentes que minhas mãos descobrem.



Teus olhos me conduzem á uma felicidade jamais sonhada.

Teu sorriso me hipnotiza, doce desejo.

Desejo de te amar, de me perder, enlouquecer.

Teus lábios me atacam, me invadem a alma
em uma torrente de brilho e frescor, caí em teus encantos,
prisioneiro de um sentimento mais forte do que eu.

Tormento da fusão de corpos, da emoção do êxtase,
nesse emaranhado de sensações, de mãos e pés,
de sussurros e de imagens desconexas.

Te descubro cada dia mais.

Marcello Lopes

17

Com o tempo mudo verso, a curva, o arco, o declive, a maneira de enumerar as paisagens.  Imagino as palavras que se repetem na saída dos cin...