Das metamorfoses
guardo lembranças dos momentos felizes.
O resto são objetos perdidos.
Feliz como quem encontra um paraíso há muito tempo perdido.
Sua aparição, um poema.
Uma aventura no parque,
breve interlúdio para uma nova história.
Entre as enormes ruínas do passado, sentamos felizes.
Andando entre os caminhos que nós mesmos construímos, fazemos planos.
O vento que ensurdece ao mesmo tempo harmoniza o passeio
Lembro das palavras não ditas, o silêncio que atrapalha, as paixões malsucedidas.
Os pequenos tropeços da vida.
Sem desespero como crianças brincando na escola, você me estende a mão dizendo:
- Vem, são velhas recordações.
Marcello Lopes

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