Querida, te espero no portão todas as manhãs, preenchendo o tempo com as nossas canções.
Te recordo todas as
noites, desenhando meus poemas, permanecendo em
silêncio.
Querida, sua falta dói em meu corpo, o sorriso,
os pés que me inundavam de felicidade se ausentam.
Eu aqui, nessa cidade inundada e você naquele Belo Horizonte;
São nossos silêncios que calam mais alto em meu peito.
Querida,
sou uma alma que procura um poema que possa ser escrito em suas
costas, na agonia da paixão e nos vãos dos nossos gemidos.
Te
desejo enxergando em seus olhos as estrelas perdidas, descobrindo
novos mundos, abrindo fronteiras e escalando precipícios.
Marcello
Lopes

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