sexta-feira, 10 de abril de 2026

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Querida, te espero no portão todas as manhãs, preenchendo o tempo com as nossas canções.

Te recordo todas as noites, desenhando meus poemas, permanecendo em silêncio.

Querida, sua falta dói em meu corpo, o sorriso, os pés que me inundavam de felicidade se ausentam.

Eu aqui, nessa cidade inundada e você naquele Belo Horizonte;

São nossos silêncios que calam mais alto em meu peito.

Querida, sou uma alma que procura um poema que possa ser escrito em suas costas, na agonia da paixão e nos vãos dos nossos gemidos.

Te desejo enxergando em seus olhos as estrelas perdidas, descobrindo novos mundos, abrindo fronteiras e escalando precipícios.

Marcello Lopes

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