sábado, 15 de abril de 2023

2

 


Das metamorfoses
eu guardo as lembranças dos momentos felizes.
O resto são objetos perdidos.
Feliz como quem encontra um paraíso há muito tempo perdido.
Sua aparição, um poema.
Uma aventura no parque, interlúdio para uma nova história.
Entre as enormes ruínas do meu passado, sentamos felizes.
Caminhando entre as ruas que nós mesmos construímos,
planos. 
O vento que ensurdece
o passeio que harmoniza. 
Lembro das palavras não ditas,
o silêncio que atrapalha,
as paixões mal-sucedidas. 
são os pequenos tropeços da vida.
Sem desespero, como crianças brincando na escola,
você me estende a mão dizendo:
- Vem, são velhas recordações.


Marcello Lopes 03/12/07


Nenhum comentário:

Postar um comentário

17

Com o tempo mudo verso, a curva, o arco, o declive, a maneira de enumerar as paisagens.  Imagino as palavras que se repetem na saída dos cin...