Érato
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| Edward John Poynter |
Em teus olhos magnéticos e curiosos
anseia pela possibilidade de
um amor,
em forma de verdade e felicidade.
Pressinto
que foges de algo e de tanto te querer,
já sinto em mim
mesmo.
Quanto mais te contemplo, mais te absorvo
e
juntos e contrários partimos.
Nos desencontros nos
revemos,
nas despedidas te torna mais bela.
Em teus
olhos, desinibidos, sutis
farta de tanto partir das distâncias
necessárias
encontra verdades em minhas sutilezas.
Da
tua vida retiro estórias, quero me abranger
ser tua
memória.
Mas permanece ausente absorvendo
esperanças
mesmo negando o que alimenta.
Teus
olhos me obrigam a me envolver.
Em tuas formas, nervos e
tecidos.
Persigo o tempo nas asas do vento
a trilha
dos teus pés.
Se eu me aproximo sorri,
pelas minhas
mãos te revivo,
te tateio, em meus poemas
te
percebo.
Menina em teus olhos que eu não
posso
recusar, existe uma memória
que preferes guardar.
Te
vejo com uma lembrança que imita
um objeto que apenas
existe
e contra o amor persiste.
Teus olhos,
envolvem
subjugam toda e qualquer vontade.
Mas é teu
corpo que transporta os sonhos.
Meus e
seus.
Contorno suas defesas, onde renasço em teu
sorriso.
Te espero sozinho,
com teus olhos
iluminados
guiando meu caminho.
Marcello
Lopes
27/02/2009

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