Transformo meu desejo em arte no seu corpo, componho poemas para descrever a textura da seu corpo, a incandescência dos seus seios em minha boca.
Converto sua pele no meu mapa de prazer, suas marcas me guiam e alucinam.
Enxergo através das suas mãos que me desgovernam, seus dedos me fazem ver o que se oculta por baixo da sua pele, criando assim uma peculiar compulsão erótica.
Exalto a sua incandescência.
Uma sucessão de experiências sensoriais onde nós dois nos entregamos loucamente, dois corpos que se confiam mutuamente.
Beijo sua boca insistentemente, voltando ao início, retorno ao sinais impressos em seu corpo nu.
Há poetas que passam toda a vida sem experimentar essa experiência.
Não ouso chamar de paixão o que sinto por você, arte é a palavra mais inconscientemente acurada quando me vejo desenhando mapas mentais do seu corpo nas linhas desse livro.
Não tenho intenção de confundir sentimentos, sabemos que essa harmonia é uma apologia à sedução e poesia.
Essa sua risada juvenil, o sorriso que me propicia força para escrever essas linhas tão ambíguas.
Sua pele sintetiza tudo que pra mim é perfeito e belo.
Assumo meu papel de desbravador que permanece estranhamente perdido todas às vezes que cede à sua boca.
Marcello Lopes - 27/5/2026

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