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Corre
descuidada sob o céu mais azul.
onde o ar é
puro,
corre...
Talvez quando eu te vi
fosse um
sonho,
sonho meu.
Olha,
esses olhos tudo
despem,
o mundo é frio
mas o desejo nos esquenta a
alma,
então olha claramente.
Canta,
pois o dia
nasce e sou teu poeta
aos teus pés escrevo
sobre prazeres perdidos
canta glorificando-os.
Nessa
sinfonia
os sinos,
a marcha
até mesmo
Beethoven
silenciam.
Dorme,
o coração
sofre
separado pela circunstância
preso por essa
distância.
Suspira,
movendo a seda
que tece teus sonhos.
Move-se entre esse invencível exército
que
procura em vão
como eu,
o louvor de uma
canção.
Vencendo
assim,
ostentando o corpo sensual,
que oscila,
que
desmaia
desprovida de sombras
escassamente
compreendida, mas vitoriosa.
Marcello Lopes

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