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Eu te espero

Eu te espero mesmo que a convivência da perda irremediável me conduza a uma tristeza profunda.

Descubro-me feliz pela ansiedade da sua presença, pelas verdades que você me apresentou e com elas estabelecidas dimensões se abrem.

Eu te espero em silêncio que me acalma, pacifica meu tesão.

No meu coração é a soberana, para te amar me desdobro em lágrimas, em meu corpo é a tirana que me consome de desejo até as entranhas.

Eu te espero por meio das marés imponderáveis dessa vida, estranhas conexões que se transformam em laços cruciais.

Amor, digo seu nome em saudação a nossa história, em reconhecimento pela vida, pelo meu afeto.

Eu te espero, inventando letras, sentimentos, construindo poesias, espalhando matéria-prima originada pela saudade.

Seus olhos me reconciliam comigo mesmo, suas mãos exprimem as lembranças felizes, esperanças imperecíveis do meu amor.

Eu te espero, trazendo no peito a melancolia dos tempos felizes.

Esse sentimento que é a mensagem dos ausentes, polida pelas força das lágrimas.

Rezo e choro tentando achar um sentido quando confrontado com as situações fora de controle, ausência do seu colo, solidão na minha cama.

Fragmentado pela dor, a incompreensão que nasceu da sua ausência me devasta a alma.

Eu te espero por que nada é tão feio ou sórdido, por que tudo passa e saúdo seu sorriso mesmo que por um breve momento.

Marcello Lopes 07/05/2008

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