Sou a sua sedução,
cheia de incertezas,
transbordando
falsas esperanças
com uma alegria contagiante.
Em
minhas mãos você encontrou o impacto,
a luz que cega,
as
palavras que nunca ouviu e
assim você se apaixonou.
Me
perdoa quando mantive silêncio,
durante seu sofrimento.
A
liberdade que antes te pertencia,
agora não existe mais,
nenhum
doce momento.
Me perdoa quando depois do fim,
tão
simplesmente me escondi.
Como uma criança, acreditou que
eu iria salvá-la,
olho minhas mãos e não vejo milagre,
nem
descobertas.
Eu sou uma canção,
um caminho,
uma
recordação.
Me perdoa, pois sou pecado.
Na
solidão das aparências,
sem prefácios,
nem epílogos
desapareci.
Fui apenas um trecho,
um vôo de
andorinha,
sou apenas passado.
Marcello
Lopes 01/05/05

Nenhum comentário:
Postar um comentário