7
Quero romper com este mundo,
enfrentá-lo,
sem vacilar um momento para então atacá-lo.
Já não sou mais o mesmo
uma parte do meu ser, sumiu.
a outra, no entanto, reluta em existir.
Esse mundo que nunca foi permanente,
sem notar me ofusca com suas ilusões.
Minha mente já não é absoluta,
meu corpo delira.
De repente,
o mundo me acusa,
me condena sem justa causa.
Com profunda saudade,
lembro do que todos já esqueceram,
a nossa felicidade.
Quero mudar,
deixar tudo isso pra trás,
toda a lama, a sujeira e a solidão.
Mas o mundo reage,
sem poder me defender fico a mercê
de toda a sua escuridão.
Sem me controlar,
fraquejo,
vejo um mundo tão obscuro,
Onde tudo o que se faz é roubar.
Roubar nossos sonhos,
determinando o que é certo para eles
e o que é errado para nós.
Silenciando nossas vozes,
menosprezando nosso talento,
nos forçando a mendigar brilho em lugares desertos.
Ferindo nossos olhos,
para que não pudéssemos enxergar o reflexo de suas ações.
Imitando o purgatório onde as almas queimam
em suas próprias consciências.
Padeço nesse mundo,
preso á versos inúteis,
ritmos desarticulados.
Poema: Marcello Lopes
31/07/00
Comentários
Postar um comentário