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Quero romper com este mundo, 
enfrentá-lo,
sem vacilar um momento para então atacá-lo.


Já não sou mais o mesmo
uma parte do meu ser, sumiu.
a outra, no entanto, reluta em existir.

Esse mundo que nunca foi permanente,
sem notar me ofusca com suas ilusões.

Minha mente já não é absoluta,
meu corpo delira.

De repente,
o mundo me acusa,
me condena sem justa causa.

Com profunda saudade,
lembro do que todos já esqueceram,
a nossa felicidade.

Quero mudar,
deixar tudo isso pra trás,
toda a lama, a sujeira e a solidão.

Mas o mundo reage,
sem poder me defender fico a mercê
de toda a sua escuridão.

Sem me controlar,
fraquejo,
vejo um mundo tão obscuro,

Onde tudo o que se faz é roubar.

Roubar nossos sonhos,
determinando o que é certo para eles
e o que é errado para nós.

Silenciando nossas vozes,
menosprezando nosso talento,
nos forçando a mendigar brilho em lugares desertos.

Ferindo nossos olhos,
para que não pudéssemos enxergar o reflexo de suas ações.

Imitando o purgatório onde as almas queimam
em suas próprias consciências.

Padeço nesse mundo,
preso á versos inúteis,
ritmos desarticulados.

Poema: Marcello Lopes
31/07/00

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