segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

Ordena

 


Ordena e farei, pois a vida é breve e por esse instante concede teu corpo ao meu amor.

Ordena e te direi com enorme naturalidade sobre os meus sonhos sem perceber que te dou as chaves da minha felicidade.

Nossos corpos perpetuam o amor, as palavras celebram o encontro.

Passei o dia a te desejar, amando teu corpo adolescente e quando o silêncio é interrompido

murmuro um fogo resplandecente.

Ordena sem pressa alguma, eu espero.

Tenho amor sem ter amores, tenho fogo, incêndio da alma, que queima e consome tudo com calma.

Fecho os olhos e aperto o peito tento calar a sensação que vaga em mim um medo incessante de te perder assim.

Ordena e eu componho os reflexos das cores as percepções das dores a conclusão dos amores.

Contemplo teu corpo nu, inalando o aroma do teu orgasmo traçando com as mãos linhas quase etéreas em teus pés.

Ordena sempre, e me leva até as nuvens na pele repletas de afetos intensos e carícias de leve.

Marcello Lopes - 17/04/09


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