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Um dia guardei todos os sentimentos para te presentear.
Por sobre todos os risos e sorrisos desponta ao longe a sua vida.
Seu corpo é incêndio que queima,
ardendo sem loucura.
Um dia guardei os momentos que tivemos.
Memória das aventuras, em um tempo onde nada se dissolve.
Nosso amor sem essas contradições impuras
reverbera ao som dos meus poemas,
das suas palmas conflagradas ao sorverem goles de luz.
Um dia guardei a luz dos seus olhos,
para meu caminho iluminar,
porque sua passagem se fez em longas distâncias,
navegando entre areias e o mar.
Seu calor desloca mundos, pedras, águas, tudo que não é luz, soluça.
Com minhas mãos em fogo
queimo em estrelas avermelhadas
Carrego nos ombros ausentes de tudo que é sombrio,
o barco com suas vestes.
Absorto em te encontrar segue sem dor, sem cansaço.
Nunca desejei dizer uma palavra tão louca, como quero em seu ouvido.
Um dia guardei sua música e tudo fez sentido.
Desenrolei de dentro do destino a nossa canção,
pousando os ouvidos nas nuvens, irrompeu a harmonia da nossa paixão.
Desejo alto,
alto e infinito.
Poema: Marcello Lopes
4/02/2008
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