As manhãs
Minhas manhãs são mais suaves, da minha janela as forças da natureza giram em perfeitos círculos.
As rosas, os frutos rompem depois de uma maturação tranquila.
Minhas manhãs são mais suaves, há apenas duas estações o verão que me afeta, e o outono distante de esperanças feitas.
Cada uma delas me faz relembrar aromas de especiarias, da brisa que embala o sono, as abelhas do dia.
Caminho sobre a grama os sons ondulando na minha vida, borboletas voando á luz solar.
Minhas manhãs estão diferentes, com sonhos que escoam o tempo que rompem o ar de junho.
A natureza de cor púrpura me atinge de súbito ampliando a aurora as cores, o feitiço.
Os dias são tão incisivos que aquietam minhas aflições.
As noites tornaram-se limitadas e precoces, os ventos criam o caminho para as folhas que se desprenderam.
As manhãs mais suaves tocam-me transformando meus dedos, cantando para os meus olhos.
A neblina do outro lado terminou em uma ensolarada estrada, envolveu planícies e ruas inteiras lançando seu véu iluminado.
As preocupações ainda esquecidas formavam montes alcançando o horizonte.
O sol silenciou tudo negando a sua colheita.
As minhas manhãs são suaves e etéreas.
Vermelha é a manhã e púrpura se tornou tarde, depois não há mais nada.
Poema: Marcello
Lopes
Bertioga 05/2003
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