Ordena
Ordena e farei, pois a vida é breve e por esse instante concede teu corpo ao meu amor. Ordena e te direi com enorme naturalidade sobre os meus sonhos sem perceber que te dou as chaves da minha felicidade. Nossos corpos perpetuam o amor, as palavras celebram o encontro. Passei o dia a te desejar, amando teu corpo adolescente e quando o silêncio é interrompido murmuro um fogo resplandecente. Ordena sem pressa alguma, eu espero. Tenho amor sem ter amores, tenho fogo, incêndio da alma, que queima e consome tudo com calma. Fecho os olhos e aperto o peito tento calar a sensação que vaga em mim um medo incessante de te perder assim. Ordena e eu componho os reflexos das cores as percepções das dores a conclusão dos amores. Contemplo teu corpo nu, inalando o aroma do teu orgasmo traçando com as mãos linhas quase etéreas em teus pés. Ordena sempre, e me leva até as nuvens na pele repletas de afetos intensos e carícias de leve. Marcello Lopes - 17/04/09