Oberon
Caminhando entre a bruma branca em movimentos abstratos transpassado pela luz e cores da manhã. Contemplando a enorme colcha de retalhos formada pelos campos, sonhos alheios e flores, estende suas mãos compartilhando seus segredos. Á seus pés nomes sem cor costurados ás colinas ásperas em palavras sem calor. Mãos que desenham flores amarelas rentes ao chão despedaçando a dura realidade. Em seu peito repleto de sons e seus cabelos perfumados com o aroma das flores. Não havia paz enquanto não houvesse amor. Das sombras reinava um silêncio profundo e imemorial. Foi quando em seus inúmeros momentos encontrou-se com uma doce luz que hoje habita seus pensamentos. Purificando o sangue, desaparecendo no orvalho da manhã. Estremecendo ao sentir os lábios frescos derramando-se sobre sua língua. Faminto, dançou sobre a superfície da água com seus cabelos soltos, despenteados pela alegria. Límpida presença com seus olhos de seda absorvendo os sonhos, pairando leve sob a noite. Na pequena lágrima ...