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Crédito: Nilo / Artmajeur Uma canção de muito longe, ritmada, milagrosamente límpida subiu aos céus em meio ao mundo vago e perdido. Um milagre que surge sabiamente em forma de música. Deve haver tantas coisas que merecem ser cantadas, além da própria dor. A construção de um poema sinfônico se dá por inspiração que só amor fornece. A canção dos romances perdidos, do amor imprevisto, da trágica separação. Da beleza da alma surge esperança, quase sobrenatural, onde temas, arranjos se encaixam. O silêncio lentamente cede espaço, ao sereno, mas belo jazz, herança de um gênio. Para Miles Marcello Lopes 04/05/06

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Edward John Poynter Em teus olhos magnéticos e curiosos anseia pela possibilidade de um amor, em forma de verdade e felicidade. Pressinto que foges de algo e de tanto te querer, já sinto em mim mesmo. Quanto mais te contemplo, mais te absorvo e juntos e contrários partimos. Nos desencontros nos revemos, nas despedidas te torna mais bela. Em teus olhos, desinibidos, sutis farta de tanto partir das distâncias necessárias encontra verdades em minhas  sutilezas. Da tua vida retiro estórias, quero me abranger ser tua memória. Mas permanece ausente absorvendo esperanças mesmo negando o que alimenta. Teus olhos me obrigam a me envolver. Em tuas formas, nervos e tecidos. Persigo o tempo nas asas do vento a trilha dos teus pés. Se eu me aproximo sorri, pelas minhas mãos te revivo, te tateio, em meus poemas te percebo. Menina em teus olhos que eu não  posso recusar, existe uma memória que preferes guardar. Te vejo com uma lembrança que imita ...