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Mostrando postagens de março, 2024

Melancolia

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Melancolia - Edvard Munch Caminhando pela quietude da minha vida, que compreendi os segredos da luz e os mistérios das trevas. Sussurro nomes e sensações que em minha existência conheci cantando melodias sem compreendê-las. Recordo das palavras estranhas que este mundo me fez escrever sombras de dias que quero esquecer. Corre em mim uma canção melancólica, de saudade que simboliza ora uma coisa ora outra. Caminhando e ressuscitando os rostos que delinearam minha alma que me envolveram com canções e esperanças. Encontro em mim parte das sementes que esvoaçaram por um momento. Encho-me de melancolia ao fechar os olhos e nada ouvir. Porque descobri que a melancolia é muda! Sinto seu movimento, ouço seus passos mas sem ouvir por um momento a doçura das suas palavras. Marcello Lopes - Goiânia 08/04/09

Adityas

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Flamejante universo, inalcançável firmamento, resvalando entre as muralhas do meu pensamento. Dessa noite que conhece todas as veias, que protege as concepções dá significado ao teu nome. Eternidade, elemento inviolável que forma a tua essência. Deusas da luz lavradas pelo sol protegidas pela lua. Seres absolutos, formas luminosas simbolizada pela pétala de sutis arabescos. Poema: Marcello Lopes Adityas são um grupo de deidades solares.

Desarme-se

  Se seu coração nunca conheceu os segredos da noite nem compartilhou um dia de sol com alguém, desarme-se. Se seus ouvidos nunca ansiaram ouvir as palavras que definiriam sua vida com outra pessoa, desarme-se. A vida é um sonho repleto de possibilidades e de atos apaixonados, permita-se encontrar o sentido da vida, do bem-estar da felicidade que somente se eleva quando se aceita desarmar-se. Se suas mãos nunca desenharam paisagens sobre um corpo nu, pasmo de admiração ao ampliar o carinho em meio ao redemoinho de tesão e encantamento desarme-se. Se sua alma nunca se manifestou em desejo ardente, murmurando pro mar promessas e verdades, então desarme-se. Caminhe por todos os atalhos, conheça a profundidade do  tesouro desconhecido sem limites, sem medidas. Pois a vida não caminha em linha reta nem cresce sem sacrifícios. É preciso desarmar-se para aceitá-la. Marcello Lopes - Goiânia 09/04/09